quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Começa a corrida pelo World Baseball Classic 2013
Começou ontem em Jupiter, na Flórida, as preliminares da edição 2013 do World Baseball Classic. Na primeira partida do Grupo 1, Israel venceu a seleção da África do Sul por 7 a 3. No mesmo grupo estão Espanha e França. Somente uma equipe avançará à fase final.

Hoje, terá início o grupo 2, que está sendo disputado em Regensburg na Alemanha. Canadá, República Tcheca, Grã-Bretanha e Alemanha disputam uma vaga.

O Brasil jogará no grupo 3, entre os dias 15 e 19 de Novembro na Cidade do Panamá e disputará uma vaga contra Panamá, Colômbia e Nicarágua.

O grupo 4 têm Nova Zelândia, Filipinas, China Taipe (Taiwan) e Tailândia, e terá as disputas entre os dias 15 e 18 de Novembro em Taiwan.

A tarefa do Brasil não será nada fácil, pois todos os nossos adversários possuem mais jogadores na MLB (Major League Baseball) que o Brasil. Como os jogos serão em Novembro, quando a temporada regular da MLB já estiver encerrada, é bem possível que nossos adversários venham com a força máxima.

A seleção brasileira será comandada por Barry Larkin, ex-jogador do Cincinatti Reds e que veio ao Brasil nas últimas clínicas ministradas pela MLB. Além de Larkin, a comissão técnica brasileira ainda terá:

- José Thiago Caldeira
- Mitsuyoshi Sato
- Satiro Watanabe
- Ricardo Matumaro
- Go Kuroki

O Brasil poderá contar com jogadores que atuam nas ligas profissionais dos Estados Unidos e do Japão e avançar para a segunda fase do WBC, que acontecerá em março de 2013 nos Estados Unidos, apesar de ser difícil, não é uma tarefa impossível. Entretanto, o principal objetivo será adquirir mais experiência em competições de alto nível do beisebol adulto. O Brasil tem uma boa participação nas categorias menores, mas como não possuímos uma liga profissional, nas seleções adultas, ficamos um pouco abaixo das grandes potências.

Mais informações, quando tivermos a convocação da seleção brasileira.

sábado, 15 de setembro de 2012

Brasil volta ao Grupo Mundial da Copa Davis

A dupla brasileira, composta por Marcelo Melo e Bruno Soares venceu hoje os russos Alex Bogopolov Jr. e Teymuraz Gabashvili por 3 sets a 0 (7-5, 6-2 e 7-6) para sacramentar a vitória brasileira na Copa Davis sobre a Russia e carimbar o passaporte brasileiro para o Grupo Mundial em 2013.

Na sexta-feira, Rogério Dutra, o Rogerinho havia vencido o primeiro jogo do confronto, por desitência, contra Igor Andreev, após vencer os dois primeiros sets. Tomas Belucci abriu 2 a 0 com a vitória sobre Teymuraz Gabashvili por 3 sets a 1.

O Brasil retorna ao grupo Grupo Mundial após 9 anos. Será a primeira vez que o Brasil estará disputando com a elite do tênis mundial após a aposentadoria do nosso melhor tenista, Gustavo Kuerten, o Guga, que esteve presente em São José do Rio Preto para torcer pelos brasileiros.

Foi uma grande vitória e um bom fim de temporada para o tênis brasileiro. Além do retorno do Brasil ao Grupo Mundial da Copa Davis, Bruno Soares havia conquistado o título de duplas mistas no Aberto dos Estados Unidos na semana passada, jogando ao lado da russa Ekaterina Makarova.

Que os bons ventos continuem soprando para o tênis brasileiro em 2013.

domingo, 9 de setembro de 2012

Show de horrores na Vila Belmiro

Santos e São Paulo protagonizaram hoje um dos piores jogos dos últimos tempos. O clássico SanSão, que já decidiu diversos campeonatos e que historicamente apresenta alto nível técnico, devido às escolas de toque refinado e talento de ambos os clubes, foi pra lá de decepcionante.

Durante os noventa minutos de partida (lembrando que a bola fica parada em médias uns 30 minutos por jogo), as equipes erraram 76 passes, o que nos dá uma média de 1,3 passes errados por minuto de bola rolando. Incrível, horrível, ridículo.

Apesar de serem Santos e São Paulo os protagonistas deste show de horrores, a decadência do toque de bola característico do futebol brasileiro não fica restrito aos clubes de São Paulo. Em todos os clubes do campeonato brasileiro, há a predominância da preocupação em "trancar" o meio de campo com volantes de técnica sofrível, mas de folego invejável. Parece ser uma nova característica do futebol brasileiro.

A falta de zagueiros, laterais, volantes, meias e centroavantes de qualidade para compor a seleção brasileira pode ser entendido como um sintoma desta falta de talento e toque refinado nas equipes.

Desde as categorias de base, o primeiro critério para selecionar os futuros craques é a altura e a força dos jogadores. Daí, após a primeira peneira, os mais fortes chegam às categorias de base. Durante as carreiras destes jovens jogadores, dá-se muita importância à parte física e tática, até que os pequenos talentosos cheguem às equipes principais.

Já nas equipes principais, com o calendário de jogos totalmente ocupado, não há mais espaço para treinamento de fundamentos, como passe, domínio de bola e cobrança de lateral.

Assim, com este ciclo vicioso, de tempos em tempos, observamos alguns jogos horrorosos, como o SanSão deste domingo.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Alan Fonteles vence Oscar Pistorius nos 200m T44

O brasileiro Alan Fonteles venceu o Sul-africano Oscar Pistorius nos 200m T44 nos Jogos Paralímpicos de Londres. A vitória do brasileiro ressucita a discussão sobre o uso de próteses e elementos artificiais nos esportes e curiosamente alterna a posição do maior atleta paralímpico de todos os tempos Oscar Pistorius, de acusado para acusador.

O sul-africano, bi-amputado assim como Fonteles, acusou o brasileiro de utilizar uma prótese irregular, mais longa que o permitido, alegando que a prótese do brasileiro o favoreceu na prova.

O curioso é o argumento utilizado por Pistorius, quando, lutando pelo direito de participar das competições para não deficientes, era questionado sobre o fato de levar vantagem sobre os demais atletas por utilizar próteses no Mundial de Atletismo de 2011 e nos Jogos Olímpicos de 2012.

A acusação de Pistorius mostra que esta discussão ainda está longe do fim e que será preciso uma maior discussão sobre as regras do uso de elementos não naturais nas competições esportivas.

Apenas como curiosidade, nos Jogos Paralímpicos de Pequim em 2008, o campeão da maratona, Kurt Fearnley, terminou a prova 43m15s antes do Campeão Olímpico do mesmo ano, Samuel Wanjiru.

Polêmicas à parte, Fonteles e Pistorius ainda voltarão a se enfrentar nos Jogos Paralímpicos de Londres nas provas de 100m T44 e 400m T44, onde esperamos poderão dar mais um exemplo de superação e esportividade.
Paralimpíadas ou Paraolimpíadas?

Neste ano, os Jogos Paralímpicos (ou Paraolímpicos), tiveram uma grande polêmica aqui no Brasil. Os nomes dos Jogos seriam Paralímpicos ou Paraolímpicos?

Desde a origem dos Jogos Paralímpicos, o nome adotado internacionalmente é Paralympic Games e no Brasil se convencionou a utilização do termo Jogos Paraolímpicos.

O Comitê Paralímpico Internacional, sugeria a todos os Comitês Paralímpicos que utilizassem o termo "Paralímpico". Em 2011, após o anúncio do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, o Comitê Paralímpico Brasileiro decidiu por livre e espontânea pressão adotar o termo recomendado em substituição à nomenclatura anterior que agradava mais aos brasileiros.

O site lancenet explica com detalhes esta alteração.
http://www.lancenet.com.br/rio2016/Termo-paraolimpico-sera-usado-Brasil_0_596340500.html