Show de horrores na Vila Belmiro
Santos e São Paulo protagonizaram hoje um dos piores jogos dos últimos tempos. O clássico SanSão, que já decidiu diversos campeonatos e que historicamente apresenta alto nível técnico, devido às escolas de toque refinado e talento de ambos os clubes, foi pra lá de decepcionante.
Durante os noventa minutos de partida (lembrando que a bola fica parada em médias uns 30 minutos por jogo), as equipes erraram 76 passes, o que nos dá uma média de 1,3 passes errados por minuto de bola rolando. Incrível, horrível, ridículo.
Apesar de serem Santos e São Paulo os protagonistas deste show de horrores, a decadência do toque de bola característico do futebol brasileiro não fica restrito aos clubes de São Paulo. Em todos os clubes do campeonato brasileiro, há a predominância da preocupação em "trancar" o meio de campo com volantes de técnica sofrível, mas de folego invejável. Parece ser uma nova característica do futebol brasileiro.
A falta de zagueiros, laterais, volantes, meias e centroavantes de qualidade para compor a seleção brasileira pode ser entendido como um sintoma desta falta de talento e toque refinado nas equipes.
Desde as categorias de base, o primeiro critério para selecionar os futuros craques é a altura e a força dos jogadores. Daí, após a primeira peneira, os mais fortes chegam às categorias de base. Durante as carreiras destes jovens jogadores, dá-se muita importância à parte física e tática, até que os pequenos talentosos cheguem às equipes principais.
Já nas equipes principais, com o calendário de jogos totalmente ocupado, não há mais espaço para treinamento de fundamentos, como passe, domínio de bola e cobrança de lateral.
Assim, com este ciclo vicioso, de tempos em tempos, observamos alguns jogos horrorosos, como o SanSão deste domingo.
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