Vale a pena todo o esforço para trazer os jogadores da seleção para jogar por seus clubes?
No jogaço entre Fluminense e Grêmio, que terminou em 2 a 2 no Engenhão, um recorde marcou a partida. O atacante do Grêmio Marcelo Moreno jogou apenas 43 segundos antes de ser expulso da partida.
43 segundos não é tempo suficiente para jogar uma partida de Diamond Dash. 43,18 segundos é o recorde mundial dos 400 metros rasos.
Para jogar contra o Fluminense, Marcelo Moreno que jogou ontem pela seleção da Bolívia na vitória contra o Uruguai nos 3.660 metros de altitude de La Paz pegou um vôo para São Paulo e chegou ao Rio de Janeiro hoje às 16hs, para a partida das 19:30 hs. Tudo isso para ficar 43 segundos em campo.
Muitos clubes brasileiros disponibilizam jatos particulares, para que os jogadores de seus clubes que atuam pela seleções possam estar em campo nas partidas pelo brasileiro.
Será que todo este sacrifício vale a pena? Acho que não!
Em primeiro lugar, as datas oficiais das partidas das seleções (data FIFA), são conhecidas desde o início do ano, tempo suficiente para planejar as datas do calendário brasileiro de futebol de modo a não coincidirem com as datas FIFA. Desta forma, os clubes contariam com seus jogadores em todas as partidas do Brasileiro e a seleção seria valorizada com a exclusividade de seus jogos nas datas oficiais.
Outro ponto, talvez mais importante e negligenciado pelos clubes é em relação à saúde dos jogadores. A própria CBF define como 48 horas o tempo mínimo entre duas partidas de um clube, tempo para a recuperação dos jogadores. Entretanto, quando um jogador joga pela seleção e volta para jogar pelo clube, é comum entrar em campo em menos de 24 horas.
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