sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Notícias do futebol gaélico
por Douglas Barbin

Na semifinal do futebol gaélico, Donegal ganhou de Cork e está esperando o vencedor de Dublin e Mayo, que jogam no domingo. Kerry, maior vencedor e grande favorito, ficou de fora, perdendo nas quartas de final para Donegal, que chega com moral este ano. Dublin é o atual campeao, e favorito para chegar à final contra Donegal.

No hurling, a final irlandesa será daqui a duas semanas. Provavelmente o grande favorito Kilkenny (maior vencedor, e ganhador de sete dos últimos oito títulos), passou fácil por Tipperary (segundo favorito) na semifinal, e encara Galway na final. Provavelmente mais um título para Kilkenny, caso não ocorra uma grande zebra.

sábado, 25 de agosto de 2012

Golfe e Rugby farão parte dos Jogos Olímpicos do Rio em 2016

Nos próximos Jogos Olímpicos de verão que serão realizados no Rio de Janeiro em 2016, dois novos esportes entrarão para o programa olímpico. Além das modalidades disputadas em Londres em 2012, o Golfe e o Rugby entrarão na disputa por medalhas no Rio de Janeiro.

A decisão da inclusão destes dois espores já estava tomada desde Outubro de 2009, antes da escolha da sede dos jogos para 2016. Como país sede, o Brasil terá representantes em todas as modalidades disputadas nos Jogos.

Porém, infelizmente as duas novas modalidades, apesar de praticadas no nosso país não são muito populares e dificilmente trarão alguma medalha para o Brasil.

No golfe, o melhor brasileiro no ranking do PGA (Professional Golf Association) é Alexandre Rocha, que ocupa atualmente a 435o. posição. No feminino, a melhor brasileira é Maria Priscila Iida, 563a. no ranking do LPGA (Ladies Professional Golf Association). Apesar das posições ocupadas no ranking, o conhecimento do campo, dos ventos, associados a um dia inspirado, podem trazer alguma esperança de uma boa performance dos nossos golfistas. Mas não deverá haver pressão pela conquista de medalhas.

O Rugby será disputado na modalidade Sevens, com sete atletas em cada time. A modalidade do Rugby mais popular é o Rugby Union, que tem 15 atletas de cada lado. O Brasil vem se preparando desde 2009 para as Olimpíadas, com foco na modalidade Rugby Sevens. Além disso, as propagandas na TV do patrocinador da seleção brasileira e a força do Rugby Universitário vem impulsionado alguns avanços nos últimos anos.

O Brasil foi campeão sulamericano feminino em 2011 na modalidade seven e pode fazer um bom papel nos Jogos do Rio. O Rugby masculino vem ganhando espaço na América do Sul e chegando
mais perto dos principais adversários (Argentina, Uruguai e Chile).

Até 2016, podemos esperar maiores avanços no Rugby Brasileiro e fazer um bom papel nas Olimpíadas, entretanto, neste momento, as chances de medalha no Rugby e no Golfe parecem
apenas um sonho distante.

domingo, 19 de agosto de 2012

Como aumentar o número de medalhas do Brasil nas Olimpíadas

Ao fim de todos os Jogos Olímpicos vem a discussão da receita para aumentar o número de medalhas do Brasil nos Jogos. Muitos acham que o investimento deve ser feito em centros de excelência, investimento das Confederações no esporte de alto rendimento, pagamento de salários (ou bolsa auxílio) para os atletas olímpicos, etc... Um ponto que é quase unanimidade entre atletas, ex-atletas e comentaristas esportivos, mas que não faz muito sucesso entre os dirigentes e políticos é o
investimento em esporte nas escolas e/ou centros esportivos que atendam crianças em idade escolar.

Se fizermos uma lista dos atletas que representaram o Brasil em Londres ou em outras Olímpiadas, veremos que grande parte de nossos atletas, tem origem em clubes da classe média alta de grandes cidades: De São Paulo, EC Pinheiros e AD São Caetano; de Belo Horizonte, Minas Tenis Clube; do Rio de Janeiro, CR Vasco da Gama e CR Flamengo; de Porto Alegre: Sogipa e Gremio Náutico União... entre outros, salvo algumas exceções em poucos esportes, como Atletismo e Boxe, a grande parte da população brasileira, não está representada nos Jogos Olímpicos.

Nestas Olimpíadas, tivemos algumas exceções, incluindo a medalha de ouro Sarah Menezes, que teve o apoio financeiro do seu técnico no Piauí e a judoca Rafaela Silva, que conheceu o judô através de um projeto social do ex-judoca Flávio Canto.

Mesmo que alguns atletas do atletismo tenham origem mais simples, é comum que estes atletas tenham iniciado no esporte tardiamente. Daí a história, do ex-bóia-fria que virou corredor ou do ex-gari que virou maratonista. São histórias muito bonitas de superação, mas obviamente não é a carreira ideal para um atleta.

O esporte deveria ter iniciação nas escolas, com mais competições escolares e maior investimento na educação. A experiência de participar de um esporte coletivo, ter disciplina para treinamentos e competições, o trabalho em equipe, a concentração e a superação de desafios são valores que o esporte pode ensinar e fazem parte do processo pedagógico.

Para que isto seja possível não necessariamente seria necessário grandes investimentos. Atualmente nem o Xadrez (que não é um esporte olímpico, mas é um esporte que ensina concentração e raciocínio lógico) é ensinado nas escolas, e qual é o investimento para se comprar um mísero tabuleiro de xadrez?

As escolas e os clubes poderiam formar convênios para introduzir a prática de algumas modalidades que necessitam de maiores investimentos, utilizando a estrutura de clubes, em períodos de baixa utilização. Com mais crianças praticando esportes, a descoberta de talentos, seria facilitada. Além disso, as atividades extra-classe, complementariam o currículo escolar e muitas das atividades físicas, comprovadamente auxiliam no desempenho escolar.

Seria a maneira de incentivar a prática esportiva em complementação a um projeto educacional. Esta política de incentivo da prática esportiva nas escolas, seria semelhante à praticada em países como a Coréia do Sul e Japão. Que tem excelente desempenho nas avaliações escolares, e também um bom desempenho no quadro de medalhas das Olimpíadas.

O problema é que este tipo de política visa o longo-prazo e sabemos que no Brasil, estas políticas de longo prazo, cujos resultados irão aparecer somente após o fim do mandato dos políticos não é muito popular.

Concordo que o investimento em centros de excelência é uma maneira de melhorar os resultados em curto-prazo, mas sem uma política esportiva/educacional de longo prazo, não haverá consistência.

Ao exigir resultados melhores de nossos atletas nas Olimpíadas, acho que deveríamos nos perguntar. O que queremos do esporte no Brasil? E da educação? Não vejo como estes assuntos possam ser analisados separadamente.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Qual o saldo das Olimpíadas de Londres para o Brasil?

Com o fim dos Jogos Olímpicos de Londres, chegou a hora de analisarmos os resultados e ver quais foram as boas e más surpresas, as decepções e as superações dos atletas brasileiros. Terminamos os Jogos Olímpicos tendo conquistado 17 medalhas no total, sendo 3 medalhas de ouro, 5 medalhas de prata e 9 medalhas de bronze.

Esta foi a participação brasileira nas Olimpíadas em que obtivemos o maior número de medalhas, superando as 15 medalhas conquistadas em Pequim em 2008 e Atlanta 1996. Algumas modalidades merecem um destaque especial. Boxe, Judô, Ginástica Artística e Pentatlo Moderno.

O Boxe não conquistava uma medalha olímpica desde 1968, nos Jogos realizados na Cidade do México, onde Servílio de Oliveira havia conquistado a única medalha olímpica brasileira no boxe. Nestes Jogos Olímpicos, na estréia do boxe feminino, Adriana Araújo conquistou a medalha de bronze, assim como Yamaguchi Falcão. Além das duas medalhas de bronze, Esquiva Falcão conseguiu o feito inédito de chegar a uma final olímpica e por muito, mas muito pouco mesmo não conquistou o ouro. Três medalhas heróicas para um esporte que não tem nenhum incentivo no Brasil e onde os atletas passam por grandes dificuldades para se manter em atividade.

O Judô conquistou 4 medalhas (Ouro com Sarah Menezes, Bronze para Felipe Kitadai, Mayra Aguiar e Rafael Silva). Sarah Menezes, fez a sua parte e venceu todas as lutas, felizmente não encontrou a favorita, Tomoko Fukumi que perdeu nas semifinais. A maior decepção no Judô ficou por conta de Leandro Guilheiro, cotado para vencer em sua categoria, mas que por um destes caprichos que acontecem no esporte ficou fora do pódio.

A Ginástica Artística Masculina ganhou uma medalha de ouro com Arthur Zanetti nas argolas. Foi a primeira medalha de ouro da Ginástica Artística do Brasil. Além disso, Sergio Sasaki Jr. conquistou a décima posição no individual geral. Uma façanha para um país que nunca havia colocado um ginasta nas finais. Já a Ginástica Artística Feminina veio com uma equipe muito enfraquecida e com grandes necessidades de mudanças. Esperamos que a renovação ocorra a tempo de termos uma equipe que faça bonito em 2016.

Yane Marques, no Pentatlo Moderno conquistou a medalha de bronze. Apenas pelo fato de estar competindo nos Jogos Olímpicos é um grande feito. O Pentatlo Moderno é uma modalidade sem nenhuma tradição no Brasil, e desde meados dos anos 90, Yane investiu na carreira de pentatleta. Todo o esforço desta pernambucana começou a aparecer nos Jogos Panamericanos de 1997. Desde então Yane foi crescendo na modalidade até a conquista da medalha de Bronze em Londres. É a consagração de todo o esforço individual desta atleta que acreditou no seu sonho e perseguiu com muita garra, sem nenhum, ou muito pouco incentivo do governo ou do país que ela defende com muito orgulho.

As decepções mais explicitas ficaram por conta de Fabiana Murer, que não se classificou para as finais e colocou a culpa no vento londrino e do futebol masculino que chegou a final como grande favorito e perdeu para a seleção do México. A maior decepção com o futebol masculino é perceber as atitudes de alguns jogadores. A atitude do lateral Rafael ao fim da partida, quando foi substituído e saiu discutindo em passos lentos com o zagueiro Juan, mostra o quanto os jogadores de futebol estão distantes do espírito de equipe, e do espírito olímpico.

sábado, 11 de agosto de 2012

Brasil vence os Estados Unidos no melhor jogo da carreira de Jaqueline

Após um começo muito ruim, a seleção ficou seriamente ameaçada de ser eliminada das Olimpíadas ainda na fase de classificação. Seria a primeira vez que o Campeão Olímpico não avançaria para a segunda fase. De forma dramática, o Brasil conseguiu a classificação e começou uma reação surpreendente. A equipe se uniu para enfrentar as dificuldades e com a força do grupo iniciou uma campanha épica.

Nas quartas de final, contra a seleção da Rússia, naquele que alguns já consideram um dos melhores jogos da história dos jogos olímpicos, o Brasil conseguiu a vitória por 3 a 2, que marcou o início desta grande virada.

Na semifinal, o Brasil atropelou o Japão por 3 a 0 e avançou às finais na reedição da final de quatro anos atrás em Pequim.

A seleção dos Estados Unidos chegou à final como grande favorita ao Ouro. Os Estados Unidos haviam perdido apenas 2 sets em toda a competição. Os Estados Unidos haviam vencido os últimos quatro jogos contra o Brasil. Todos sabiam que vencer os Estados Unidos na final seria uma tarefa muito difícil.

O primeiro set foi dominado pelos Estados Unidos 25 a 11, com uma atuação impecável das americanas e um apagão do Brasil. As principais atacantes (Sheila, Fernanda Garay, Thaísa e Fabiana) não conseguiam colocar as bolas no chão. E parecia que teríamos que nos contentar com a medalha de prata.

Foi a partir daí que começou a aparecer a força do grupo. Naquele que talvez tenha sido o melhor jogo de sua carreira, Jaqueline, que já passou por muitos momentos difíceis em sua carreira e sempre deu a volta por cima, chamou a responsabilidade e passou a ser protagonista da partida.

Com a atuação de Jaquelina, a confiança foi recuperada e as principais jogadoras voltaram á partida, o Brasil deu um show na defesa. Recuperavam todas as bolas e foram minando a confiança das americanas. A cada ponto parecia que o improvável estava para acontecer e... aconteceu. A equipe que quase voltou para a casa ainda na primeira fase venceu a forte equipe dos Estados Unidos, 3 a 1 (11-25, 25-17, 25-20 e 25-17). O Brasil é bi-campeão olímpico no vôlei feminino. Merecidíssimo!!!
Será que agora vão falar que as americanas amarelaram?

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Porque damos tanta importância ao quadro de medalhas?

De 2 em 2 anos (Jogos Olímpicos e Jogos Panamericanos) repetem-se as críticas aos atletas brasileiros que não voltam dos Jogos com a medalha de ouro. "A seleção feminina amarelou", "Que vergonha, estamos atrás do Cazaquistão", "O Brasil passa vergonha nos Jogos", etc... Algumas vezes, mesmo os atletas que ficaram em 2o. ou 3o. lugar, e receberam a medalha de prata ou de bronze, recebem muitas críticas de brasileiros indignados com a performance dos atletas. Tudo isso, acontece, porque damos muita importância ao quadro de medalhas.

Até algumas edições dos Jogos Olímpicos, o COI (Comitê Olímpico Internacional) não utilizava a classificação pelo quadro de medalhas. Tanto nos Jogos Olímpicos, quanto nos Jogos Panamericanos, não existe um ranking oficial de classificação geral dos Jogos. Não há premiação, ou menção honrosa, nem sequer um aperto de mão ao suposto "Campeão Geral das Olimpíadas".

Tanto é assim, que hoje (quinta-feira, 09 de Agosto de 2012), a China tem mais medalhas de ouro que os Estados Unidos nos Jogos Olímpicos de Londres. No site de jornais (USA Today - http://www.usatoday.com/sports/olympics/index) e TVs (ESPN - http://espn.go.com/olympics/) dos Estados Unidos, o primeiro critério de classificação no quadro de medalhas, é o número total de medalhas, portanto, para a imprensa americana, os Estados Unidos estão na frente da China.

Ainda assim, esta classificação, não traduz a importância ou o desempenho do país nos Jogos Olímpicos.

Os esportes coletivos são historicamente muito fortes no Brasil. Nestes Jogos Olímpicos, estamos indo muito bem nos esportes coletivos. No futebol, estamos na final do Masculino e caímos na segunda fase do futebol feminino. Provavelmente ficaremos em quinto lugar no basquete masculino, após uma campanha muito digna, com derrotas muito apertadas. O handebol feminino terminou a primeira fase líder do seu grupo e só perdeu para o campeão mundial. No Volei estamos na final do feminino e na semifinal do masculino.

Estes esportes, contam apenas com 1 medalha no quadro de medalhas, a mesma medalha que um indivíduo conquista em um esporte individual. Se, o desempenho do país traduz a cultura do seu povo, nada mais normal que o Cazaquistão, conquistar medalhas no levantamento de peso e o Brasil conquistar medalhas no Volei.

O COI se rendeu aos meios de comunicação e passaram a utilizar o quadro de medalhas, como uma forma resumida de informar o desempenho dos países nos jogos. Ainda que não tenha nenhuma importância.

Obviamente, como brasileiro e esportista, ficaria muito feliz em ver o Brasil com 30 medalhas de ouro, 30 medalhas de prata e 30 medalhas de bronze. Ainda assim, acho que mais importante do que ser uma potência olímpica, o mais importante para um país, é fazer do esporte um instrumento de educação. O esporte desenvolve o respeito ao adversário, determinação, disciplina, trabalho em equipe, ensina a enfrentar desafios e superar derrotas, além de contribuir para a melhoria da saúde.

Temos muitos outros ranking para ficarmos indignados IDH, PIB, desigualdade social, ranking da corrupção, entre outros. Os próximos Jogos Olímpicos, serão aqui no Brasil. Precisamos aprender a ter mais espírito esportivo, o esporte não é lugar de gente ranzinza, e o quadro de medalhas não tem nenhuma importância.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Brasil perde para Argentina no basquete e se despede das Olimpíadas de Londres de cabeça erguida

Após 16 anos (desde Atlanta 96) sem participar das Olimpíadas, o Brasil foi para Londres para recuperar o prestígio do basquete brasileiro e saiu com a sensação de missão cumprida.

O Brasil terminou a fase de classificação em 2o. lugar em seu grupo, atrás apenas da Rússia, que venceu o Brasil no último segundo. Nas quartas de final, contra a Argentina, o Brasil chegou a ficar 13 pontos atrás no placar, mas se recuperou e faltando 1 minuto para o fim da partida, a diferença estava reduzida para 3 pontos. No fim, 82 a 77 a favor da equipe da Argentina.

Mesmo sabendo que o Brasil poderia ter vencido a partida e avançado às semifinais, o treinador Ruben Magnano e esta geração de jogadores, recuperou o prestígio da seleção brasileira de basquete.

Com uma liga organizada (Novo Basquete Brasil), e jogadores atuando com sucesso na NBA e na Europa, a base para o trabalho de construção da seleção masculina de basquete foi recuperada. Agora, é manter o bom trabalho do treinador no comando da seleção e preparar uma equipe forte para os próximos anos e para as Olimpíadas de 2016.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Handebol feminino do Brasil perde para a Noruega e se despede dos Jogos Olímpicos

A seleção brasileira de handebol feminino perdeu hoje por 21 a 19 para a Noruega e deu adeus aos Jogos Olímpicos de Londres. O Brasil começou a partida impecável, dominou todo o primeiro tempo e com uma atuação quase perfeita da goleira Chana Masson, terminou o primeiro tempo vencendo as campeãs olímpicas e mundiais por 13 a 9.

No início da segunda etapa, o Brasil seguiu bem, chegando a abrir 15 a 10, mas com o passar do tempo a Noruega foi se recuperando na partida e acabou vencendo por 21 a 19.

Mesmo com a tristeza com a eliminação do Brasil, não se pode esquecer da excelente campanha do Brasil, que terminou a fase de classificação em primeiro lugar em seu grupo. Agora, o handebol feminino do Brasil conseguiu atingir um altíssimo nível técnico e é respeitado em todo o mundo.

Faltaram alguns detalhes para que as meninas avançassem para as semifinais. Estes detalhes virão na medida em que as jogadoras participem de mais jogos difíceis e de alto nível.

Nestas Olimpíadas, o Brasil jogou de igual para igual com todas as seleções, sendo em vários momentos superior às potências européias. O handebol brasileiro precisa aproveitar este bom momento. Ainda temos um campeonato fraco, e quase todas as jogadoras da seleção atuam em clubes da europa. Será necessário fortalecer nosso campeonato, para haver a reposição das jogadoras que compõem a seleção atualmente. Além disso, é necessário incentivar campeonatos escolares. O handebol é o esporte mais praticado nas escolas do Brasil, mas quase não há campeonatos escolares. A competição é saudável e tem o seu lado pedagógico além de incentivar a pratica do esporte de competição.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Michael Phelps se despede das piscinas com 22 medalhas

Com o fim das competições de natação (exceto maratona aquática), o nadador americano Michael Phelps se despede das piscinas e anuncia a sua aposentadoria.

Em três edições olímpicas, Phelps conquistou 22 medalhas (18 de Ouro, 2 de prata e 2 de bronze) e é o atleta com o maior número de medalhas olímpicas.

Muito se discute se Phelps pode ser considerado o maior atleta olímpico de todos os tempos. Sem dúvida, ele pode ser considerado o atleta mais bem sucedido das Olimpíadas, mas será que podemos considerá-lo o maior atleta olímpico?

Essa discussão dá muito "pano pra manga", qual o critério para se definir o maior atleta olímpico? Número de medalhas? Número de medalhas de ouro? Número de participações?

Há alguns veículos de comunicação que comparam o desempenho de Phelps ao desempenho de países. Mas vale lembrar que, das 22 medalhas conquistadas por Phelps, 9 foram nos revezamentos (7 de ouro, 1 de prata e 1 de bronze) e, além disso, Phelps é estadunidense.

Ou seja, além da descabida comparação de Phelps com um país, se Phelps fosse cidadão de qualquer outro país do mundo, ele teria 9 medalhas a menos. Em nenhuma edição das olimpíadas, os Estados Unidos deixaram de ganhar uma medalha nos revezamentos 4x100m livre, 4x200m livre e 4x100m medley.

Além disso, a mais importante medalha que um atleta pode conquistar nas olimpíadas, não é a medalha de ouro, mas a medalha Pierre de Coubertain. A medalha Pierre de Coubertain é dada pelo COI (Comitê Olímpico Internacional) ao atleta que representa o verdadeiro espírito olímpico.

Nos Jogos Olímpicos de Seul em 1988, o canadense Lawrence Lemieux estava participando das competições de Iatismo com chances reais de medalha. Durante a regata, um dos barcos que estavam participando da regata virou e Lemieux abandonou a regata para salvar o adversário que estava no mar. Com o abandono, Lemieux perdeu a chance de lutar pela medalha, mas recebeu do COI a medalha Pierre de Coubertain, por demonstrar o espírito olímpico.

Em Atenas 2004, o brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima estava na liderança da maratona, após percorrer 35 km. Faltando apenas 7 km para o fim da prova, um sujeito invadiu a pista e tirou Vanderlei Cordeiro da prova. Vanderlei caiu no chão, mas voltou a correr. Com a perda de tempo e a perda da concentração Vanderlei foi ultrapassado, mas chegou ao final da maratona na 3a. posição demonstrando toda desportividade e espírito olímpico. Vanderlei Cordeiro também recebeu a medalha Pierre de Coubertain.

Em Los Angeles, em 1984, a suiça Gabriele Andersen não aguentava as dores após percorrer os 42 km da maratona, entrou no estádio olímpico se arrastando, literalmente. Os fiscais da prova tentavam socorrer Gabriele, mas ela os impedia, querendo terminar a prova. Gabriele terminou a prova na última posição, mas conseguiu realizar seu sonho de terminar uma maratona olímpica.

Poderia citar outros exemplos, o americano Jesse Owens, o alemão Lutz Long, o Tcheco Emil Zatopek, entre outros. Para ser considerado o maior atleta olímpico de todos os tempos é preciso lembrar o motivo dos jogos olímpicos. O objetivo não é demonstrar qual é a nação ou o atleta mais forte. O objetivo dos Jogos Olímpico é confraternizar os povos através do esporte. O esporte é um instrumento para a confraternização dos povos. Daí o lema do Barão Pierre de Coubertain "O importante não é vencer, é participar."



Medalha, medalha, medalha...

O ginasta brasileiro Arthur Zanetti conquistou hoje a medalha do ouro na prova das argolas na ginástica artística.

Enquanto outros nomes eram cotados para a conquista da primeira medalha olímpica do Brasil na ginástica (Daiane dos Santos, Daniele Hypolito e Diego Hypolito), Arthur Zanetti, até então pouco conhecido do grande público brasileiro surpreendeu e foi o responsável pela conquista.

Vice-campeão mundial em Tóquio 2011, e medalha de ouro na Universíade em 2011, Zanetti, não é muito conhecido pelo grande público brasileiro, mas quem acompanha a ginástica já esperava uma boa apresentação de Arthur.

Ainda assim, o resultado de Arthur surpreendeu a todos. O favorito para a medalha de ouro era o chinês Yibing Chen, que havia sido o campeão mundial em 2011. Mas Arthur se manteve concentrado e foi o último a se apresentar, com uma apresentação perfeita conseguiu a conquista da primeira medalha do Brasil na modalidade.

domingo, 5 de agosto de 2012

Usain Bolt recupera a boa forma e garante o bi-campeonato olímpico

Usain Bolt ganhou os 100m rasos e conquistou o bi-campeonato olímpico. Após alguns tropeços no campeonato mundial, onde queimou a largada e foi desclassificado, e na seletiva jamaicana, onde chegou em segundo lugar, perdendo para Yohan Blake, Bolt recuperou a boa forma, ganhou a medalha de ouro e de quebra bateu o recorde olímpico com o tempo de 9,63s.

No segundo lugar, Yohan Blake completou a dobradinha jamaicana, com 9,75s e no terceiro lugar o americano Justin Gatlin fez 9,79s.

A final teve a presença de 3 corredores jamaicanos e 3 corredores americanos, o duelo entre os velocistas da Jamaica e dos Estados Unidos promete ficar quente na disputa do revezamento 4x100m rasos.
Medalha, medalha, medalha...

Robert Scheidt e Bruno Prada, garantiram hoje mais uma medalha de bronze para o Brasil. Na última regata da Classe Star, Robert Scheidt e Bruno Prada chegaram na sétima posição.

Os ingleses Percy e Simpson, que haviam sido campeões olímpicos em Pequim 2008 e estavam no primeiro lugar antes da última regata passaram toda a regata "marcando" o barco brasileiro, bloqueando a passagem do barco de Scheidt e Prada, e se esqueceram do barco sueco, que iniciou a regata no terceiro lugar.

No final, os suecos surpreenderam, terminaram a última regata na liderança e ficaram com a medalha de ouro. O barco inglês foi ultrapassado pelos brasileiros nos últimos segundos, terminando a regata na oitava colacação e terminaram com a medalha de bronze.
Andy Murray conquista seu primeiro grande título, o Ouro Olímpico em Londres

Demorou muito, mas Andy Murray conquistou seu primeiro grande título. Na disputa pelo ouro olímpico, venceu o suiço Roger Federer por 3 sets a 0 (6-2, 6-1 e 6-4).

Após um longo período à sombra dos três primeiros tenistas do ranking, Rafael Nadal, Roger Federer e Novak Djokovic, Andy Murray sempre foi muito questionado por não conquistar nenhum título de grande importância.

Na final do torneio olímpico em Londres, que foi disputada em melhor de 5 sets, na quadra de grama do All England Club, contra o campeão do torneio de Wimbledon, Murray surpreendeu pela facilidade com que conquistou a vitória. Dominou toda a partida e não deu chances para Roger Federer, que lutava pelo único título que lhe falta no currículo.

Com a vitória Murray mostra que está pronto e maduro para vencer os três primeiros do ranking em grandes decisões de Grand Slam.

Na disputa da medalha de bronze, o argentino Juan Martin del Potro venceu o sérvio Novak Djokovic por 2 sets a 0 (7-5 e 6-4) e conquistou a primeira medalha da Argentina nestes Jogos Olímpicos.

sábado, 4 de agosto de 2012

Brasil sofre sua primeira derrota no Vôlei de Praia e tem a primeira dupla eliminada

A dupla brasileira Talita e Maria Elisa sofreu sua primeira derrota e foi eliminada da competição no Vôlei de Praia. As brasileiras foram derrotadas por 2 sets a 1 pelas tchecas Kolocova e Slukova.

Agora as esperanças de medalha na areia seguem com as duas duplas masculinas, que avançaram para as quartas de final e com Juliana e Larissa que entram em quadra neste domingo na disputa por uma vaga nas semifinais.
Serena Williams conquista a medalha de ouro no tênis feminino

A americana Serena Williams atropelou a musa russa Maria Sharapova e venceu a final por 2 sets a 0 (6-0 e 6-1), e conquistou a medelha de ouro nas Olimpíadas de Londres.

Na disputa pelo bronze, a bielorrusa Victoria Azarenka venceu a outra russa Maria Kirilenko também por 2 sets a 0 (6-3 e 6-4).
Brasil vence Honduras no sufoco e joga contra a Coréia do Sul pela vaga na final

O Brasil venceu Honduras no futebol masculino por 3 a 2 no sufoco e avançou às semifinais das Olimpíadas de Londres. O Brasil começou a partida dominando as ações, mesmo assim, Honduras conseguiu abrir o placar em um lance de muita sorte. Aos 33 minutos do primeiro tempo, o lateral de Honduras recebeu seu segundo cartão amarelo e o Brasil ficou com um jogador a mais.
Com a vantagem numérica, o Brasil logo empatou a partida, com Leandro Damião, após uma boa jogada de Hulk pela direita. No começo do segundo tempo, em uma jogada individual, Espinoza acertou um chute no canto direito rasteiro do goleiro Gabriel e pôs Honduras mais uma vez na frente do placar.

Mais uma vez com a desvantagem no placar, o Brasil foi para cima e em uma bobeira da zaga hondurenha, Leandro Damião sofreu penalti que Neymar converteu. Ainda assim, o empate não servia para o Brasil que foi para cima e conseguiu o gol de desempate com Leandro Damião. 3 a 2 para o Brasil e vaga garantida às semifinais.

Nas semifinais, o Brasil enfrentará a Coréia do Sul, que derrotou a Grã-Bretanha nos penaltis por 5 a 4 para decepção do público britânico que lotou o Millennium Stadium para torcer por sua seleção.
Fabiana Murer decepciona em Londres

Fabiana Murer, a maior esperança de medalha para o Brasil no atletismo em Londres foi eliminada na fase eliminatória e não conseguiu avançar para as finais.

A campeã mundial do salto com vara não conseguiu ultrapassar a marca de 4,55m e terminou a competição em 14o lugar. O que mais decepcionou foi o discurso de Fabiana Murer após a eliminação, a culpa desta vez foi do vento. Mesmo que outras 12 atletas (a maioria com marcas inferiores à Fabiana) tenham conseguido saltar os 4,55m na mesma pista e no mesmo horário, Fabiana disse temer por sua saúde, no último salto, onde desistiu do salto devido ao vento. Para um atleta que treina por 4 anos para a chegada das Olimpíadas, esta foi a desculpa mais esfarrapada possível. Decepcionou na pista e fora dela.

No salto em distância, o brasileiro Mauro Vinícius da Silva, o Duda, saltou 8,01m e terminou na sétima posição. Diferentemente de Fabiana, Duda mostrou-se decepcinado e empenhado em dar a volta por cima no Rio de Janeiro. Com 25 anos, Duda poderá ter grandes chances de medalha em 2016.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012


Deja Vu na final do tênis masculino

Quem perdeu a final de Wimbledon entre Roger Federer e Andy Murray poderá ver ao vivo e em cores (muitas cores, pois diferente das Olimpíadas, os jogadores são obrigados a jogar de branco em Wimbledon) o repeteco da disputa na final das Olimpíadas.

O suiço Roger Federer chegou até a final após uma maratona contra o argentino Juan Martin del Potro, o jogo terminou em 2 sets a 1 para Federer (3-6, 7-6 e 19-17). Ao final da partida, os dois jogadores saíram de quadra muito emocionados, chegando às lágrimas após a disputa na quadra. Mostrando como é diferente a sensação de jogar as Olimpíadas defendendo as cores do seu
país.

Na outra semifinal, Andy Murray derrotou o sérvio Novak Djokovic por 2 sets a 0 (7-5 e 7-5). Será a chance da consagração de Murray, renegado ao quarto lugar até agora em sua carreira, sempre atrás de Nadal, Federer e Djokovic, terá a chance de conquistar seu primeiro grande título em casa, diante de sua fiel torcida.

Na disputa pela medalha de bronze, Djokovic e Del Potro farão outro grande jogo, caso consigam se recuperar das derrotas nas semifinais. No circuito da ATP não há disputa pelo terceiro lugar.

Na final feminina Serena Willians, dos Estados Unidos, irá enfrentar a russa Maria Sharapova. Outro jogo que promete empolgar o público que acompanha as competições de tênis nas quadras de grama do All England Club.
Começa a fase de mata-mata no Vôlei de Praia

A fase de oitavas de final do Vôlei de Praia começou nesta sexta-feira. A partir de agora, quem perder está eliminado.

O Brasil começou a fase eliminatória com o pé (ou braço) direito. Logo pela manhã, a dupla Juliana e Larissa derrotou as holandesas Meppelink e Van Gastel por 2 sets a 0 (21-10 e 21-17) e enfrentarão a dupla da Alemanha Goller e Ludwig nas quartas de final.

No masculino, a dupla brasileira Ricardo e Pedro Cunha venceu os espanhóis Herrera e Gavina também por 2 a 0 (21-18 e 21-19). Para melhorar a situação, os americanos Rogers e Dalhausser, favoritos ao ouro foram derrotados pelos italianos Nicolai e Lupo, por 2 sets a 0 (21-17 e 21-19).
Tênis de mesa do Brasil se despede de Londres

O Brasil deu adeus às competições de tênis de mesa nesta sexta-feira. Na competição por equipes, o Brasil foi eliminido na primeira rodada, tanto no masculino, quanto no feminino.

No feminino, a equipe formada por Carolina Kumahara, Lígia Silva e Gui Lin enfrentou a forte equipe da Coréia do Sul e foi derrotada por 3 a 0.

No masculino, Thiago Monteiro, Hugo Hoyama e Gustavo Tsuboi foram derrotados pela equipe de Hong Kong, também pelo placar de 3 a 0.

Enquanto o Brasil domina a modalidade em competições continentais, como Pan-Americanos e Sul-Americanos, o nível técnico do tênis de mesa praticados na Europa e principalmente na Ásia, estão muito acima do tênis de mesa praticado nas Américas. Para que houvesse resultados melhores, seria necessário maior investimento em intercâmbio entre mesatenistas (ou treinadores) brasileiros e asiáticos.
Medalha, medalha, medalha...

O nadador brasileiro César Cielo conquistou a medalha de bronze na final dos 50m livre nas Olimpíadas de Londres. A medalha de ouro ficou com uma zebra, o francês Florent Manaudou com o tempo de 21,34 seg., o americano Cullen Jones foi prata, com 21,54 seg. e o outro brasileiro na prova, Bruno Fratus ficou no quarto lugar com 21,61 seg.

A vitória do francês foi uma grande surpresa (apesar de não haver grandes surpresas nos 50m livre), pois ele não era considerado favorito para a prova, tanto é que este foi o melhor tempo de sua vida.

A natação brasileira sai das Olimpíadas de Londres com 1 medalha de prata (Thiago Pereira nos 400m medely) e 1 medalha de bronze (César Cielo nos 50m livre). Apesar das medalhas, o desempenho dos nadadores brasileiros poderia ter sido melhor.

Era de se esperar que a maioria dos nossos nadadores conseguisse marcas próximas aos seus melhores tempos, mas não foi isso o que ocorreu, alguns ficaram muito aquém de seus melhores tempos durante estas Olimpíadas.
Brasil perde para o Japão e se despede das Olimpíadas no futebol feminino

O Brasil foi eliminado nesta sexta-feira após a derrota para o Japão por 2 a 0. Após a derrota para a Grã-Bretanha na fase de grupos, o Brasil caiu no cruzamento diante das campeãs mundiais. Ainda assim, o Brasil jogou de igual para igual, teve maior posse de bola, mas não converteu as chances de gol.

Aqui, não cabe crítica às jogadoras. Após quatro semifinais olímpicas, de quatro em quatro anos se discute a falta de apoio ao futebol feminino, e tudo continua da mesma forma. Portanto, parabéns às jogadoras que fazem muitos sacríficios para representar o país do futebol (masculino) nas Olimpíadas.

Na semifinal, o Japão enfrenta a França, que derrotou a Suécia por 1 a 0.
Brasil perde para o Canadá e não tem chance de classificação no basquete feminino

A equipe brasileira de basquete feminino, perdeu para o Canadá (79 a 73) e não tem mais chance de classificação.

A equipe brasileira começou mal a partida contra o Canadá. O primeiro tempo acabou 39 a 25 para as canadenses. Após o intervalo, a seleção brasileira voltou mais aguerrida e com uma defesa mais eficiente, conseguiu encostar no placar. Nos últimos minutos o Canadá encaixou bons contra-ataques e aumentou a diferença.

Destaque positivo nestes jogos olímpicos para as pivôs Erika e Clarissa e para o jogo coletivo do Brasil. As meninas mostraram muita luta e espírito de equipe. O Brasil perdeu seus jogos, mas fez um bom papel, considerando as condições com que chegaram à Londres, mostrando muita garra e luta durante todas as partidas.

O corte da ala Iziane às vésperas das Olimpíadas mostra que além do aspecto técnico, é muito importante convocar atletas que queiram representar o Brasil nas Olimpíadas. Iziane é a mais talentosa jogadora de basquete do Brasil, mas a indisciplina e a falta de espírito coletivo da atleta foram os principais fatores para a eliminação precoce da seleção.

Todo o trabalho de preparação desenvolvido pelo treinador Luís Cláudio Tarallo durante quase dois meses, foram jogados no lixo com a indisciplina de Iziane. Tarallo precisou refazer a maneira de atuar do Brasil em apenas uma semana e isto se mostrou insuficiente para disputar as Olimpíadas.

Agora o Brasil apenas cumpre tabela em seu último jogo contra as donas da casa. Bem que o Brasil poderia se despedir das Olimpíadas com uma vitória!
Medalha, medalha, medalha...

No último dia das competições do Judô nas Olimpíadas, foi a vez dos "gordinhos" entrarem no tatame. E nossos "gordinhos" fizeram bonito.

No masculino, Rafael Silva conquistou a medalha de Bronze. Rafael avançou até as semifinais derrotando os judocas da Islândia e a Lituânia mostrando boas técnicas de desequilíbrio com o uso dos pés (ashi-waza). Nas quartas de final, Rafael enfrentou Alexander Mikhaylin da Rússia e perdeu na decisão dos árbitros.

Na repescagem, Rafael enfrentou o húngaro Barna Bor e desta vez os árbitros deram a vitória para o brasileiro. Na decisão da medalha de bronze, Rafael buscou mais a luta e o seu adversário, o coreano Sung-Min Kim foi penalizado pela falta de combatividade. Com as punições ao coreano, Rafael venceu o combate e conquistou a quarta medalha do Brasil no Judô nestas Olimpíadas.

No feminino, Maria Suelen Altheman fez bonito, mas não conseguiu a tão sonhada medalha. Venceu seus dois primeiros confrontos contra as judocas da França e da Tunísia. Nas quartas de final enfrentou a excelente judoca japonesa Mika Sugimoto, que dominou o combate e derrotou Suelen por Ippon (harai-goshi).

Na repescagem, Maria Suelen derrotou a judoca do Cazaquistão, por Ippon, e avançou para a decisão da medalha de bronze. No combate que poderia trazer mais uma medalha para o Brasil, Maria Suelen estava melhor na luta, mas sofreu uma chave de braço da chinesa Wen Tong, heptacampeã mundial.

O Judô brasileiro termina as Olimpíadas de Londres com 1 medalha de Ouro (Sarah Menezes) e 3 medalhas de bronze (Felipe Kitadai, Mayra Aguiar e Rafael Silva). Um bom desempenho do Brasil, uma vez que todos os judocas medalhistas são muito jovens e poderão estar nas Olimpíadas de 2016 no Rio de Janeiro.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Cielo e Fratus avançam às finais dos 50m livre, Thiago Pereira termina em 4o. lugar nos 200m medley

Os brasileiros Cesar Cielo e Bruno Fratus avançaram às finais dos 50m livre com o melhor tempo e o quarto melhor tempo, respectivamente.

Na prova mais rápida da natação, todos os detalhes podem fazer diferença e os oito nadadores que estarão disputando a final nesta sexta-feira tem chances de medalha. Foi nesta prova que Cesar Cielo foi medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim em 2008.

Nos 200m medley a história se repetiu pela terceira vez. Desde as Olimpíadas de Atenas em 2004, os mesmos nadadores chegam nas primeiras 4 posições da prova. Este fato deve ser inédito na história de qualquer modalidade.

Em Atenas 2004, Pequim 2008 e agora em Londres 2012, o resultado dos 200m medley foi ouro para Michael Phelps, prata para Ryan Lochte, bronze para Laszlo Cseh e quarto lugar para Thiago Pereira.

Analisando pelo lado positivo, temos um nadador que está fazendo história. Em outras épocas, Thiago poderia ser tri-campeão olímpico nos 200m medley, mas esta geração de nadadores de medley é excepcional e ficará marcada para a história.
Basquete masculino perde para a Rússia nos últimos segundos

A seleção brasileira de basquete masculino conheceu sua primeira derrota nesta quinta-feira. O Brasil foi derrotado pela Rússia por 75 a 74 com uma cesta de três pontos do russo Fridzon restando 4 segundos para o fim da partida.

O Brasil começou mal a partida contra a Rússia. O primeiro tempo terminou 40 a 32 para os russos. No segundo tempo o Brasil jogou melhor e conseguiu virar a partida, mas no último minuto, a Rússia anotou duas cestas de três pontos e conseguiu a vitória.

Agora o Brasil está em terceiro lugar no grupo e ainda enfrentará a Espanha e a China nesta primeira fase.
Sergio Sasaki Jr. consegue a melhor colocação de um brasileiro nas Olimpíadas

O Brasil tem o 10o. melhor ginasta do mundo! Sim! Este é um motivo para se comemorar. Para um país que a pouquíssimo tempo praticamente não existia no mundo da ginástica artística masculina o resultado é espetacular.

Somente para fazer uma analogia, no feminino, onde temos mais tradição no esporte, nestas olimpíadas não conseguimos classificar nenhuma ginasta para as finais (24 ginastas se classificam para as finais)

O feito foi conseguido pelo paulista Sérgio Sasaki Jr. na competição do individual geral realizado nesta quarta-feira.

O Brasil ainda poderá comemorar um bom resultado na ginástica masculina com Arthur Zanetti, que disputará a final nas argolas.
Bruno Soares e Marcelo Melo são eliminados das Olimpíadas

A dupla brasileira Bruno Soares e Marcelo Melo perdeu para os franceses Llodra e Tsonga por 2 sets a 0 (6-4 e 6-2) e deram adeus aos jogos de Londres.

A boa participação da dupla brasileira ficará marcada pelo jogo mais longo da história das Olimpíadas (duplas), quando venceram a dupla da República Tcheca (Tomas Berdych e Radek Stepanek) por 2 sets a 1 (1-6, 6-4 e 24-22) em 4hs21min de jogo.
Robert Scheidt e Bruno Prada com grandes chances de medalha na classe Star

Ao fim da oitava regata, de um total de 11 regatas, os brasileiros Robert Scheidt e Bruno Prada, estão na segunda colocação, com 22 pontos perdidos. Eles seguem empatados com os suecos Loof e Salminen.

Na liderança da classe Star, os britânicos Percy e Simpson, campeões olímpicos em Pequim 2008, têm 13 pontos perdidos.

Na quarta posição, está o barco polonês com 40 pontos perdidos. Restando apenas 3 regatas para o fim da competição, é muito provável que as medalhas fiquem entre os brasileiros, poloneses e suecos. Resta saber a cor da medalha que cada dupla levará para seu país.
Medalha, medalha, medalha...

Mayra Aguiar conseguiu a quarta medalha para o Brasil nestes Jogos Olimpícos. A judoca gaúcha, começou a competição bastante agressiva. Na primeira luta venceu a tunisiana Hana Mareghni por Ippon (Waza-ari + punição por falta de combatividade). Na segunda luta (quartas de final), venceu a polonesa Daria Pogorzelec por Ippon, através de imobilização (yoko-shiho-gatame) e avançou às semifinais.

Na semifinal, Mayra enfrentou a americana Kayla Harrison e perdeu por Ippon por imobilização (juji-gatame), restava à Mayra a disputa da medalha de bronze contra a forte adversária holandesa Marhinde Verkert, que foi campeã mundial em 2009.

Mayra se recuperou da derrota para a americana, e mesmo com dores no cotovelo, foi para cima da holandesa e conseguiu um belo golpe (ko-soto-gari) e venceu a holandesa por Ippon.

Esta foi a primeira medalha de Mayra nas olimpíadas. Mayra que tem apenas 21 anos, terá a chance de conquistar a medalha dourada no Rio em 2016.

Já Luciano Correa não teve sorte no sorteio das chaves e enfrentou de cara o holandês Henk Groll. Luciano Correa perdeu por imobilização logo em sua primeira luta.
Tiago Camilo perde para o sul-coreano Dae-Nam Song nas semifinais e adia o sonho de sua terceira medalha olímpica

O judoca brasileiro Tiago Camilo, perdeu para o sul-coreano Dae-Nam Song nas semifinais com um Seoi-Nage e adiou o sonho de sua terceira medalha olímpica. Tiago já havia conquistado a prata em Sidney 2000 (categoria até 73 kg) e o bronze em Pequim 2008 (categoria até 81 kg).

Caso conquistasse a medalha em Londres, Tiago Camilo seria o primeiro judoca a conquistar medalhas em 3 categorias diferentes.
Handebol Feminino do Brasil segue invicto nas Olimpíadas.

A seleção feminia brasileira de handebol venceu sua terceira partida seguida nas Olimpíadas de Londres e segue firme na fase de classificação.

A equipe brasileira derrotou as donas da casa nesta quarta-feira por 30 a 17. Esta foi a terceira vitória das brasileiras que já haviam derrotado as fortes seleções da Croácia e Montenegro.

Ainda que as seleções mais fortes estejam no outro grupo, o Brasil terá a chance de ficar em primeiro lugar de seu grupo, se vencer a Rússia, e poderá encontrar um caminho menos complicado em busca da inédita medalha olímpica.
Brasil vence a Nova Zelândia e avança firme no futebol masculino

A seleção brasileira de futebol confirmou o favoritismo e venceu a Nova Zelândia por 3 a 0. Com a desclassifição precoce do Uruguai e da Espanha, o Brasil avança para as quartas de final como o grande favorito para a medalha de ouro no futebol masculino.

Nas quartas de final, o Brasil enfrentará Honduras. A partida será neste sábado em Newcastle.
Marcelo Melo e Bruno Soares vencem maratona do tênis

Os brasileiros Marcelo Melo e Bruno Soares venceram os tchecos Radek Stepanek e Tomas Berdych por 2 a 1 (1-6, 6-4 e 24-22) após 4 horas e 21 minutos de partida. Somente o terceiro set, durou 3 horas e 11 minutos. Esta foi a partida de duplas mais longa da história das olimpíadas.

Agora, Marcelo Melo e Bruno Soares avançam para as quartas de final e aguardam o vencedor do confronto entre a dupla indiana Leander Paes/Vardham e da dupla francesa Llodra/Tsonga.
César Cielo vira os 50m na liderança, mas termina em 6o nos 100m livre. Thiago Pereira avança à final do 200m medley

Na final dos 100m livre, o nadador brasileiro César Cielo virou a primeira metade da prova na liderança, mas não conseguiu manter o mesmo ritmo na segunda metade da prova e terminou em 6o. lugar, com 47,92 seg.

A medalha de ouro ficou com o norte-americano Nathan Adrian, com 47,52 seg., seguido de muito perto pelo australiano James Magnussen 47,53 seg. A medalha de prata foi para o canadense Brent Hayden, 47,80 seg.

A partir de amanhã (quinta-feira) Cielo começará a defesa do seu título olímpido de Pequim nos 50m livre. Pela manhã, à partir das 06:00 hs (horário de Brasília) começam as eliminatórias. As semifinais serão realizadas amanhã de tarde. A final será realizada na sexta-feira por volta das 16:00 hs (horário de Brasília). Bruno Fratus também é esperança de medalha para o Brasil nesta prova.

Na semifinal dos 200m medley, Thiago Pereira conseguiu o 4o melhor tempo (1:57:45) e avançou para a final. Henrique Rodrigues fez 1:59:58 e ficou com o 12o. tempo. Esta será a terceira final olímpica dos 200m livre, em que Thiago Pereira, Michael Phelps, Ryan Lochte e Lazslo Cseh se classificam. Em Atenas 2004 e Pequim 2008 Phelps ganhou o ouro, Lochte a prata e Cseh o bronze, Thiago Pereira ficou em 4o. lugar nas duas oportunidades. Esta será a chance de Thiago mudar o resultado das últimas duas olimpíadas.

Na semifinal dos 200m costa, Leonardo de Deus fez 1:58:14 e ficou com o 13o. tempo.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Futebol feminino perde para o Reino Unido e se complica nas Olimpíadas

O futebol feminino brasileiro teve a oportunidade de jogar ontem em Wembley, templo do futebol. Porém, as meninas do Brasil não aproveitaram bem a oportunidade, foram derrotadas pela seleção do Reino Unido (1 a 0) e terminam a fase de classificação em segundo lugar no grupo.

Com esta colocação, o Brasil irá enfrentar o Japão, campeão mundial, nas quartas de final. O Japão também não teve uma boa performance nesta terça-feira, empatou com a África do Sul (0 a 0). Se perder, o Brasil será eliminado da disputa por medalhas em Londres, porém, se derrotar as japonesas, as brasileiras enfrentam a seleção dos Estados Unidos somente na final.
No tênis, dupla brasileira enfrenta maratona contra a República Tcheca

A dupla brasileira Bruno Soares/Marcelo Melo enfrentou nesta terça-feira uma maratona contra os tchecos Tomas Berdich/Radek Stepanek. A partida que já dura 3hs e 45min está empatada em 18 a 18 no terceiro set e continuará nesta quarta-feira.

A partida foi interrompida ontem, por falta de luz natural. A dupla (Soares/Melo) é a última esperança do Brasil no tênis em Londres. Tomas Bellucci em simples e a dupla (Bellucci/Sá) já foram eliminados das quadras de grama em Londres.
Cesar Cielo avança para as finais do 100m livre

O nadador brasileiro Cesar Cielo avançou para as finais dos 100m estilo livre com o quinto melhor tempo 48:17.

A final será disputada na tarde desta quarta-feira e o favorito à medalha de ouro é o australiano James Magnussen que nas semifinais fez o melhor tempo 47:63. Mas vale a torcida por Cielo que costuma se superar na hora da decisão.

Pelos 200m peito, Tales Cerdeira chegou até as semifinais, mas por muito pouco não conseguiu avançar às finais. Cerdeira fez 2:09:77, nono melhor tempo das semifinais.
Em sua terceira olimpíada, Leandro Guilheiro volta para casa sem medalha, pela primeira vez

O judoca brasileiro Leandro Guilheiro não foi bem na competição do Judô nas Olimpíadas de Londres.

Nesta terça-feira, o favorito ao ouro, e líder do ranking mundial venceu suas duas primeiras lutas, mas caiu nas quartas de final diante do americano Travis Stevens, sendo derrotado por Waza-ari. Com esta derrota, Guilheiro não tinha mais chances de brigar pela medalha de ouro, mas ainda podia conquistar o bronze (medalha que já havia conquistado em Pequim e Atenas).

Porém, na primeira luta pela repescagem, diante do japonês Takahiro Nakai, Guilheiro foi penalizado duas vezes e perdeu a luta por yuko.

Guilheiro que é o principal nome do judô brasileiro na atualidade sai muito decepcionado de Londres. Após duas medalhas de bronze em Atenas e Pequim, onde ainda era um jovem judoca e não estava entre os favoritos. Guilheiro chegou nestes Jogos Olímpicos com grandes chances de conquista da medalha de ouro. Sair de Londres sem nenhuma medalha teve um gosto amargo para o brasileiro, e para os brasileiros que estavam na torcida.